As taxas continuam a aumentar

Este mês, a Euribor a três meses ultrapassou a marca dos 2% pela primeira vez em quase 14 anos.

Esta modalidade de taxa representa 30% dos contratos, a segunda mais usada, dando o primeiro lugar à Euribor a seis meses.

O impacto negativo que se tem vindo a registar, neste último ano, nas diferentes modalidades (taxa a 12 meses, taxa a 6 meses e agora a 3 meses) refletem a escalada da inflação que o Governo vem tentando mitigar com outras medidas, assim como a tentativa da banca cumprir as recomendações do Banco de Portugal e de acompanhar as políticas monetárias cada vezes mais restritivas do Banco Central Europeu (BCE).

Estes aumentos com impacto direto nas prestações mensais, juntamente com as restrições aos créditos a conceder desde outubro 2022, têm vindo a dificultar as vidas das famílias portuguesas.

Entendidos afirmam que as taxas de juro vão continuar a aumentar em 2023, com tendência a estabilizar apenas no final desse mesmo ano, ou seja, que é expectável um aumento médio de 90€ na prestação mensal até ao final do próximo ano.